Mulheres empreendedoras atingiram 85,8% de formalização à frente de negócios com pelo menos um empregado no ano passado, conforme informado pelo IBGE, com dados da PNAD Contínua, iniciada em 2012.
A proporção de pessoas com trabalho formal no Brasil é a mais alta já registrada desde o início da pesquisa, superando marcas anteriores, inclusive entre trabalhadores por conta própria e empregadores com registro no CNPJ. A tendência de crescimento do emprego formal foi impulsionada principalmente pelas mulheres, que mantêm nível de formalização superior ao dos homens em todas as faixas analisadas desde 2012.
Estruturas empresariais lideradas por mulheres apresentam taxas de cobertura de CNPJ consistentemente acima de 80% em toda a série histórica, consolidando esse perfil de maior formalização no mercado brasileiro. Veja mais detalhes!
Como evoluiu a participação das mulheres na formalização?
De acordo com a pesquisa, as mulheres apresentam maior presença entre os empreendedores que possuem ao menos um empregado ou empregada, com índices de formalização superiores aos registrados entre os homens.
Desde 2012, a taxa de formalização de mulheres que empregam outras pessoas manteve-se acima de 80%, passando de 82,4% em 2012 para o maior resultado da série em 2015, com 87,6%, e encerrando 2025 em 85,8%.
Já os empregadores homens apresentam taxa inferior: começaram com 73,1% em 2012, atingiram seu pico em 2015, com 80,6%, e retomaram o crescimento nos últimos dois anos, avançando de 78,1% em 2024 para 79,0% em 2025.
Os dados indicam uma maior proporção de formalização entre mulheres que lideram negócios com empregados, independentemente do porte ou da natureza do empreendimento.

Qual é o cenário do emprego formal no Brasil?
A participação de trabalhadores com carteira de trabalho assinada apresentou crescimento nos últimos anos, conforme dados do IBGE. O percentual de empregados do setor privado com carteira assinada aumentou de 39,2% em 2012 para 40,2% em 2014, quando atingiu o maior nível da série histórica. A partir de 2015, houve redução na participação dessa categoria entre os trabalhadores ocupados.
O movimento de recuperação começou em 2023, com estabilidade em 2024, quando os empregados com carteira representavam 37,4% da população ocupada. Em 2025, o índice avançou para 37,8%, com um total de 38,9 milhões de trabalhadores formais, o maior contingente registrado na série histórica.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Entre os trabalhadores por conta própria e empregadores, a formalização dos negócios também registrou avanço. Em 2024, a proporção de empreendedores com registro no CNPJ chegou a 33,6%, acima dos 33,0% observados em 2023. Já em 2025, o percentual alcançou 35,0%, o maior resultado desde o início da série histórica, em 2012, quando o índice era de 24,0%.
Expansão da população ocupada e taxa de ocupação em 2025
Em 2025, a população ocupada no Brasil alcançou a maior estimativa da série histórica, com 103,0 milhões de trabalhadores. Esse contingente representou um crescimento de 1,7% em relação a 2024, quando o número de pessoas ocupadas era de 101,3 milhões, e uma alta de 15,4% na comparação com 2012, quando o total era de 89,3 milhões.
No mesmo período, a população em idade de trabalhar também apresentou expansão, com aumento de 0,8% em relação a 2024, chegando a 174,1 milhões de pessoas em 2025. Com o crescimento da população ocupada em ritmo superior ao avanço da população em idade ativa, o nível de ocupação foi estimado em 59,1%, alcançando o maior patamar da série histórica iniciada em 2012.
O acompanhamento da evolução desses dados pode apoiar tanto políticas públicas quanto decisões de trabalhadores e empreendedores. Para conferir mais notícias como esta, acesse o Blog Pensar Cursos!

















