O pagamento mensal do jovem aprendiz no Brasil fica, neste ano de 2026, entre R$ 761,55 e R$ 1.142,33. A diferença depende de quantas horas por dia o contrato prevê. A seguir, confira como esses valores surgem e quais outros direitos o jovem tem.
Quanto recebe o jovem aprendiz em 2026
Os dois valores partem do salário mínimo nacional de 2026, de R$ 1.621,00, definido pelo Decreto nº 12.797/2025. Esse montante equivale a R$ 7,37 por hora de trabalho.
Exemplos:
- Quem cumpre quatro horas por dia recebe R$ 761,55;
- Na jornada intermediária, de cinco horas, o pagamento é de R$ 951,94;
- Com seis horas diárias, o valor chega a R$ 1.142,33.
Os números são aproximados e já incluem o descanso semanal.
Como o cálculo é feito
A Lei nº 10.097/2000 determina que o pagamento acompanhe as horas trabalhadas, tendo como piso o valor do salário mínimo por hora.
A conta multiplica o salário hora pelas horas semanais e pelo número de semanas do mês. O resultado é multiplicado por 7 e dividido por 6, etapa que acrescenta o descanso semanal.
Um exemplo com 20 horas por semana: 7,37 x 20 x 4,4285 x 7 ÷ 6 = R$ 761,55.
Quando o valor pode ser maior
O mínimo nacional é apenas o ponto de partida. Se o estado fixar um piso mais alto, ou se houver acordo coletivo com valor superior, a conta deve usar esse número. Vale sempre o maior entre eles.
Acordos desse tipo aparecem com mais frequência em indústrias. Por isso, os R$ 761,55 e R$ 1.142,33 são referências, e o pagamento real pode ser maior conforme o local e a empresa.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Direitos e benefícios
O contrato de aprendizagem é registrado em carteira e garante direitos trabalhistas e previdenciários. Entre eles:
- Depósito de 2% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
- 13º salário;
- Férias, de preferência coincidindo com as férias escolares;
- Vale-transporte.
A jornada é de quatro a seis horas por dia para quem não terminou o ensino médio. Após a conclusão, pode chegar a oito horas, contando também as aulas teóricas.
O que acontece no fim do contrato
O contrato dura no máximo dois anos. Ao término, o jovem recebe o saldo de salário pendente, o 13º e as férias proporcionais, além de poder sacar o FGTS.
Se o contrato for encerrado por falta grave, como ausências sem justificativa, o saque do fundo não é liberado.
Quem pode ser aprendiz e quem deve contratar

A modalidade vale para jovens de 14 anos completos a 24 anos incompletos. Quem ainda não concluiu a educação básica precisa estar matriculado e frequentar a escola, além de fazer um curso de aprendizagem em entidade habilitada.
Entre essas entidades estão instituições do Sistema S. Veja algumas opções:
- Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai);
- Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac);
- Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar);
- Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat);
- Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop).
Escolas técnicas e organizações sem fins lucrativos habilitadas também podem oferecer os cursos.
Empresas com sete ou mais empregados em funções que pedem qualificação profissional devem manter aprendizes. A cota é de 5% a 15% dessas vagas.
Menores de 18 anos não podem realizar atividades perigosas ou insalubres, nem trabalhar à noite, das 22h às 5h.
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