O Governo Federal divulgou que cerca de 11,5 mil estudantes estão aptos a receber bolsa para futuros professores no valor de R$ 1.050. O grupo reúne alunos de todo o país que alcançaram 650 pontos ou mais no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e hoje cursam licenciaturas presenciais.
Esses estudantes entraram na faculdade pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) ou pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O benefício é pago por meio do programa Pé-de-Meia Licenciaturas.
As inscrições estão abertas e seguem as regras da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Confira, a seguir, quem pode se inscrever, as datas de cada etapa, como o valor é dividido e quanto o estudante pode acumular até o fim do curso!
Quem pode se inscrever e prazos
Requisitos
Para ter direito ao Pé-de-Meia Licenciaturas, o candidato precisa comprovar a nota mínima de 650 pontos no Enem e a matrícula em licenciatura presencial feita por um dos programas federais de acesso ao ensino superior.
A seleção segue uma ordem de prioridade entre esses programas. Primeiro são atendidos os alunos que ingressaram pelo Sisu, depois os do Prouni e, por último, os do Fies.
Além da nota e da forma de ingresso, o estudante deve cumprir todas as exigências do edital da Capes e as regras específicas do programa pelo qual entrou na faculdade.

Prazos
Quem ingressou na graduação em 2026 pode se inscrever até 19 de dezembro deste ano pela Plataforma Freire. O prazo, porém, só vale enquanto houver vagas disponíveis.
A Capes analisa e aprova as pré-inscrições até o dia 20 de cada mês. Depois dessa etapa, cabe à instituição de ensino cadastrar o bolsista no sistema da Capes.
O pagamento é feito até o quinto dia útil do mês seguinte a esse cadastramento. Na prática, quem tiver o cadastro concluído em um mês recebe a primeira parcela no início do mês seguinte.
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A bolsa do Pé-de-Meia Licenciaturas acompanha o estudante do início ao fim da licenciatura, mas o valor não fica todo disponível de uma vez. Por mês, R$ 700 podem ser sacados livremente e R$ 350 são depositados em uma conta poupança.
Essa segunda parte funciona como um incentivo à carreira docente. O dinheiro guardado só pode ser retirado se o bolsista passar a atuar como professor em uma rede pública de ensino em até cinco anos após concluir o curso.
A regra conecta o benefício ao propósito da bolsa, que é voltada a quem se prepara para dar aulas.
Quanto o bolsista pode acumular até a formatura
Como a bolsa é paga durante toda a graduação, o valor cresce a cada ano de curso. A tabela abaixo mostra a evolução para uma licenciatura de quatro anos, considerando o recebimento desde o primeiro mês.
| Período do curso | Disponível para saque (R$ 700/mês) | Guardado na poupança (R$ 350/mês) | Total acumulado |
|---|---|---|---|
| 1 mês | R$ 700 | R$ 350 | R$ 1.050 |
| 1º ano (12 meses) | R$ 8.400 | R$ 4.200 | R$ 12.600 |
| 2º ano (24 meses) | R$ 16.800 | R$ 8.400 | R$ 25.200 |
| 3º ano (36 meses) | R$ 25.200 | R$ 12.600 | R$ 37.800 |
| 4º ano (48 meses) | R$ 33.600 | R$ 16.800 | R$ 50.400 |
Onde tirar dúvidas sobre a bolsa
Estudantes com dúvidas sobre inscrição, análise ou pagamento podem entrar em contato com a Capes pelo e-mail pdm.licenciaturas@capes.gov.br. O canal é disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC) para atender os candidatos ao programa.
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