Os salários médios passam de R$ 2,7 mil antes da graduação para R$ 5,8 mil após a conquista do diploma, segundo a 5ª Pesquisa de Empregabilidade do Instituto Semesp de 2026. O estudo avaliou a relação entre ensino superior e renda com participantes de diferentes regiões do país.
Apesar do aumento salarial, a entrada no mercado de trabalho ainda apresenta desafios para parte dos formados. A pesquisa também aponta diferenças de renda conforme a área de formação, modalidade de ensino e realização de especializações.
Perfil dos profissionais com ensino superior
O recorte da pesquisa mostra que 77,1% dos graduados estão inseridos no mercado de trabalho. Entre esses, boa parte trabalha na área em que se formou. Ainda assim, 22,9% dos entrevistados disseram atuar fora do próprio campo de formação.
A falta de experiência segue como principal obstáculo: 42,8% dos respondentes apontam este como o maior desafio para conseguir um emprego após a graduação. A pesquisa aponta também que a chance de atuar na área para quem fez graduação presencial é de 81,3%, enquanto no ensino a distância (EAD) o índice é de 58,4%.
Destaque para as áreas de atuação entre graduados
Entre os cursos com maior proporção de profissionais trabalhando na própria área destaca-se Medicina, com 95,7% dos egressos atuando no setor. Outros percentuais de destaque ficam com:
- Odontologia: 84,5%
- Engenharia Elétrica: 80%
- Sistemas de Informação: 79,2%
- Farmácia: 77,4%
- Fisioterapia: 77,1%
- Educação Física: 75%
- Pedagogia: 74,8%
- Medicina Veterinária: 70,4%
- Psicologia: 69,4%
Já nas carreiras em que mais graduados trabalham fora do setor de formação, os percentuais líderes aparecem em Gestão de Pessoas/RH (42,2%), Marketing (32,1%), Engenharia Civil (31%), Análise e Desenvolvimento de Sistemas (30%)
No grupo de formados sem atividade remunerada, Biomedicina e Marketing lideram com 34% cada. Na sequência aparecem Ciência da Computação (32,5%) e Gestão de Pessoas/RH (32,2%).

Imagem: Blog Pensar Cursos
Pós-graduação amplia renda média de profissionais formados
O estudo revela que o avanço educacional contribui para salários superiores. Graduados com apenas o nível superior apresentam renda média de R$ 4.630. Entre quem realizou pós-graduação lato sensu (especialização ou MBA), o salário sobe para R$ 6.684.
Entre profissionais com pós-graduação stricto sensu, como mestrado e doutorado, a renda média mensal atinge R$ 9.262. Esse aumento é acompanhado pela diminuição percentual de egressos nas faixas salariais inferiores: 73,2% dos graduados recebem até R$ 5 mil, índice que cai para 49,8% em especializações e para 26,9% em mestrado ou doutorado.
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Para além da pós-graduação, a qualificação permanente é prática comum: 50,6% realizam cursos online, 49,6% cursos livres e 42,1% certificações profissionais. Apenas 15,4% dos entrevistados não buscaram formação extra após a graduação.
Mercado de trabalho demanda experiência e aproximação acadêmica
A pesquisa aponta que a transição da faculdade para o mercado de trabalho é influenciada por fatores como estágios, parcerias com empresas e experiências práticas. Entre as medidas sugeridas pelos egressos estão a ampliação de estágios remunerados, programas de primeiro emprego e orientação profissional durante a graduação.
O estudo destaca que o diploma, sozinho, não garante uma inserção imediata. A vivência prática por meio de estágios e projetos com empresas é considerada um diferencial para enfrentar a principal dificuldade relatada por 42,8% dos jovens: a falta de experiência.
Tendências para currículos acadêmicos
O estudo do Instituto Semesp aponta a necessidade de atualização dos currículos das instituições de ensino superior diante das mudanças no mercado de trabalho. Entre os temas mais citados pelos formados estão inteligência artificial, novas tecnologias, empreendedorismo e trabalho autônomo.
A proposta é aproximar a formação acadêmica das demandas profissionais, preparando os egressos para diferentes caminhos de carreira, tanto em vagas formais quanto em atividades independentes.
Formação superior aumenta renda, mas exige qualificação contínua
O levantamento evidencia que o diploma contribui para a valorização profissional e o aumento da renda, mas os resultados também dependem do desenvolvimento de novas competências e da conexão entre instituições de ensino e mercado de trabalho.
Mesmo com a elevação salarial após a graduação, fatores como experiência prática, atualização constante e qualificação complementar permanecem importantes para ampliar as oportunidades.
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