No Enem 2026, marcar uma alternativa, mesmo sem ter certeza da resposta, é mais vantajoso do que deixar uma questão em branco, pois a Teoria de Resposta ao Item (TRI) não desconta pontos por erros, embora considere a coerência dos acertos no cálculo da nota.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) utiliza a metodologia para avaliar o desempenho dos candidatos, considerando não apenas a quantidade de respostas corretas, mas também a dificuldade das questões.
Portanto, o ideal é tentar resolver todas as questões e, quando não souber a resposta, marcar a alternativa considerada mais provável. Mesmo que seja necessário chutar, responder oferece uma possibilidade de acerto, enquanto deixar a questão em branco não acrescenta pontos à nota.
Como funciona a Teoria de Resposta ao Item?
A TRI avalia cada questão do Enem, atribuindo a ela parâmetros de dificuldade e poder de discriminação. Ao corrigir a prova, calcula-se a chance estatística de um estudante acertar cada questão, considerando seu padrão global de respostas.
Isso faz com que um aluno que acerte itens fáceis e erre difíceis seja premiado com boa nota, enquanto quem acerta difíceis, mas erra fáceis, pode ter a pontuação diminuída, pois o modelo interpreta incoerência que indica acertos por sorte.
Por esse motivo, a soma dos pontos não é igual ao total de acertos: dois candidatos com o mesmo número de questões certas podem receber notas diferentes. O Inep esclarece que a TRI torna rara a repetição exata de notas entre candidatos e facilita a comparação entre diferentes edições do exame.
Chutar ou deixar em branco: qual é a implicação na nota do Enem?
Deixar questões em branco nunca resulta em aumento de nota: respostas não marcadas valem zero para aquele item. Por outro lado, marcar qualquer alternativa pode proporcionar pontos, caso o chute se encaixe na coerência esperada do padrão de respostas.
Nunca há penalização direta pelo acerto ao chutar, mas, se o padrão indicar incoerência (exemplo: errar muitas fáceis, acertar difíceis), acertos considerados suspeitos têm peso reduzido, mas não zerados.
Portanto, deixar sem resposta é a única escolha que zera suas chances naquele item. Por menor que seja, um chute é chance de pontuar — a TRI nunca diminui sua nota por chutar, só reduz o valor do acerto se identificar incoerência no padrão.
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Tabela de exemplo de cálculo da nota com a TRI
TRI valoriza acertos consistentes, identifica possíveis chutes, permite comparar resultados de diferentes edições do Enem e reduz a chance de candidatos obterem notas iguais.
Veja o exemplo abaixo:
| Questões fáceis | Questões médias | Questões difíceis | Total de acertos | Nota final estimada |
|---|---|---|---|---|
| 5 | 0 | 0 | 5 | 400 |
| 2 | 1 | 2 | 5 | 310 |
| 0 | 0 | 5 | 5 | 250 |
*Valores ilustrativos, apenas para demonstrar a diferença que o padrão de acertos gera segundo a TRI.
Por que a nota máxima e mínima do Enem não são 1.000 e 0?
No Enem 2025, a maior nota em Linguagens foi de 794,5 pontos, enquanto a menor ficou em 309,2, segundo o Inep. Isso mostra que acertar todas as questões não garante nota 1.000, assim como errar todas não resulta necessariamente em zero.
Essa variação ocorre porque a TRI considera o grau de dificuldade das questões. Provas com mais itens fáceis tendem a apresentar notas máximas menores, enquanto aquelas com questões mais difíceis podem ter notas mínimas mais altas.
Dicas práticas para ganhar pontos com a TRI
O recomendado é resolver primeiro todas as questões que pareçam fáceis. Após garantir esses pontos, foque nas de dificuldade média. Deixe as mais complexas para o final.
Ao organizar a resolução dessa forma, há possibilidade de maximizar a coerência do padrão de respostas aos olhos da TRI, pois erros nas difíceis não tiram pontos dos acertos fáceis e médios, mas erros em fáceis diminuem a relevância dos acertos em difíceis.
- Primeira leitura: resolva as fáceis;
- Segunda leitura: responda as médias;
- Terceira leitura: tente as difíceis ou aquelas que sobraram — se não souber, vale chutar;
Essa abordagem pode reduzir o impacto negativo de possíveis chutes nos itens menos previsíveis. Quanto mais o padrão de respostas parecer o esperado (acertos nas fáceis, dificuldades nas difíceis), maior a chance de nota alta.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir mais informações que podem ser úteis para o Enem 2026:
















