Um trabalho de conclusão de curso (TCC) de Direito chamou atenção nas redes sociais nos últimos dias. O motivo foi o título escolhido pela autora, Clara Souza, de 22 anos, formanda pela Universidade Estadual Vale do Acaraú, em Sobral (CE): “Antes Elize do que Eliza“.
A foto do dia da defesa circulou por perfis no Instagram, no TikTok e no X. O trabalho foi aprovado com nota máxima pela banca examinadora.
Contexto do TCC “Antes Elize do que Eliza”
O título completo da pesquisa da estudante de Direito é “A violência de gênero e a escandalização midiática do processo penal nos casos de Elize Matsunaga e Eliza Samúdio”. A frase de abertura, já conhecida na internet, foi usada como gancho para discutir como a imprensa e a opinião pública tratam casos criminais de grande repercussão.
O trabalho aborda temas como violência de gênero, estereótipos e revitimização. A proposta busca entender como a cobertura jornalística molda a forma como a sociedade enxerga esses episódios.
Comparação entre os casos Elize Matsunaga e Eliza Samúdio
No trabalho, a autora compara as trajetórias de Elize Matsunaga e Eliza Samúdio. A frase que dá nome ao TCC resume essa comparação: “antes Elize do que Eliza” quer dizer, em outras palavras, “antes a culpada do que a vítima”.
Embora ocupem posições opostas no processo penal, uma como ré e outra como vítima, as duas tiveram a vida pessoal exposta por motivos parecidos, segundo a análise. Ambas vieram do interior do Paraná antes de se mudarem para grandes centros urbanos.
Elize foi condenada a quase 20 anos de prisão pela morte e pelo esquartejamento do marido, Marcos Matsunaga, em 2012, e está em liberdade desde 2022. Eliza Samúdio foi assassinada em 2010, por ordem do então goleiro Bruno.
Para Clara, a expressão reflete um fenômeno social ligado à insegurança e ao desamparo vividos por mulheres no Brasil. A autora reforça que a frase não representa uma defesa do crime, mas uma provocação sobre como certos papéis podem gerar reações públicas distintas.
A estudante afirmou, em publicação pessoal, que o tema representa uma forma de dar continuidade à luta feminina e comemorou a aprovação com nota máxima. A repercussão do trabalho reacendeu o debate sobre o papel da mídia na construção da imagem pública de vítimas e acusados em processos criminais.
🎓 Cursos grátis, concursos e vagas direto no seu WhatsApp!
Entrada 100% gratuita • escolha os grupos por tema
ENTRAR NOS GRUPOS →
Repercussão nas redes sociais
A publicação do tema dividiu opiniões. Parte dos internautas elogiou a proposta e pediu que a pesquisa se tornasse um livro.
Outros criticaram o título, associando a expressão a uma suposta apologia ao crime cometido por Elize Matsunaga. Em resposta às críticas, Clara explicou que a frase está entre aspas por não ser uma opinião pessoal.
Segundo a autora, trata-se de um recorte da fala popular que circula nas redes e que serviu de ponto de partida para a análise acadêmica.
Para mais conteúdos como este, continue acessando o Blog Pensar Cursos.








