O ensino superior alcançou 22,3% dos brasileiros de 25 a 64 anos em 2024. O dado faz parte do Education at a Glance 2026, relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e ajuda a mostrar como a escolaridade da população brasileira se compara à de outros países e quais são os reflexos da formação na vida profissional.
Ensino superior avança no Brasil
Entre os brasileiros de 25 a 64 anos, 39,6% tinham o ensino médio como maior nível de escolaridade concluído em 2024. O percentual ficou próximo da média dos países da OCDE, de 38,7%.
Já a educação superior correspondia ao maior nível de escolaridade de 22,3% dos brasileiros nessa faixa etária. Na média da OCDE, o percentual foi de 42,6%.
Entre os brasileiros de 25 a 34 anos, porém, houve avanço. A parcela com educação superior passou de 19,2%, em 2016, para 24,2%, em 2024. Mesmo com o crescimento, o índice ainda ficou abaixo da média de 47,4% registrada pela OCDE para essa faixa etária em 2025.
Outro indicador mostra uma redução entre jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham. A proporção caiu de 26,8%, em 2016, para 22,4%, em 2024.
Diploma está relacionado a maior rendimento
A diferença de escolaridade também aparece quando os rendimentos médios dos trabalhadores são comparados. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2025 apresentados no briefing, os ocupados com ensino superior completo tinham rendimento médio mensal de R$ 6.947.
Entre os trabalhadores com ensino médio completo, o rendimento médio foi de R$ 2.640. A diferença entre os dois grupos chegou a 163,1%. No mesmo levantamento, pessoas com ensino superior completo representaram 25,1% dos trabalhadores ocupados em 2025.
O Education at a Glance 2025 também apresentou uma diferença expressiva. No Brasil, pessoas de 25 a 64 anos com ensino superior ganhavam, em média, 148% a mais do que aquelas que tinham o ensino médio como maior nível de escolaridade. Na média da OCDE, a diferença era de 54%.
Os números mostram uma associação entre escolaridade e rendimento médio. Isso não significa, porém, que o diploma determine sozinho a remuneração, já que os valores também podem variar conforme a profissão, a experiência e a área de atuação.
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A conclusão do ensino superior representa uma etapa da trajetória profissional, mas a formação pode continuar depois do diploma. Para quem ainda não chegou à faculdade, a qualificação profissional pode contribuir para a preparação para o mercado e permitir contato com diferentes áreas antes da escolha de uma graduação.
Para quem já tem diploma, a pós-graduação pode aprofundar conhecimentos em determinada área, enquanto cursos de atualização podem acompanhar mudanças em ferramentas, tecnologias e normas relacionadas ao trabalho.
Em determinadas atividades, também há treinamentos vinculados às Normas Regulamentadoras (NRs), que precisam estar atualizados para o exercício profissional. Certificações de formação podem ainda demonstrar conhecimentos relacionados à função buscada.
Concluir o curso também faz parte do processo
O levantamento da OCDE mostra ainda que permanecer na formação até a conclusão é outro ponto da trajetória educacional. No Brasil, 79% dos estudantes concluem o nível de ensino até dois anos depois da duração prevista. Na média da OCDE, o percentual chega a 85%.
O indicador reforça que o acesso à educação superior é apenas uma das etapas do percurso. A permanência e a conclusão da formação também fazem parte desse processo.
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