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Home Psicologia e Comportamento

Costuma roer as unhas? Descubra o que isso revela sobre sua saúde emocional

Entenda como o ato de roer unhas está ligado ao estresse, ansiedade e autoestima

Fátima Azevedo por Fátima Azevedo
5 de junho de 2026, 07:44h
em Psicologia e Comportamento
Jovem ruiva leva os dedos à boca para roer as unhas com olhar apreensivo desviado para o lado

O hábito de roer as unhas costuma aparecer em momentos de tensão e ansiedade. Imagem: Magnific

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Você já se pegou roendo as unhas em momentos de nervosismo ou distração? O hábito de roer unhas é mais comum do que se imagina e, embora possa parecer apenas um gesto automático, há muito mais por trás dessa atitude.

O hábito, conhecido como onicofagia, pode trazer não só consequências físicas, mas também revelar aspectos importantes sobre o estado emocional de quem convive com ele.

O que está por trás do hábito: causas emocionais e comportamentais

O ato de roer unhas geralmente começa na infância e está associado, principalmente, à busca por alívio rápido em momentos de tensão, preocupação ou até mesmo simples inatividade.

Psicólogos identificam que estresse e ansiedade são os maiores gatilhos, com algumas pessoas relatando o costume de morder não só as unhas, mas também as cutículas e a pele ao redor dos dedos, especialmente diante de situações desafiadoras.

O perfeccionismo também pode intensificar o hábito: pequenas falhas visíveis nas unhas despertam o impulso de “corrigir”, tornando o comportamento ainda mais recorrente. Em outros casos, o fator genético ganha destaque: pesquisas sugerem que muitos que roem unhas têm parentes próximos com o mesmo padrão.

Quando o costume vira sinal de alerta

Para algumas pessoas, o hábito pode estar ligado a diagnósticos mais sérios, como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), ansiedade generalizada e até quadros depressivos.

Em crianças, a onicofagia pode apontar dificuldades de adaptação emocional ou problemas de relação em casa e na escola. Essa ligação com a saúde mental faz do comportamento um possível termômetro para o bem-estar psicológico.

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Consequências para o corpo e a mente

Engana-se quem pensa que os impactos estão restritos à estética dos dedos. O costume de roer unhas pode propiciar:

  • Infecções: Feridas abertas nos dedos facilitam o acesso de bactérias e vírus, aumentando o risco de doenças como paroníquia e micoses.
  • Problemas dentários: O desgaste contínuo pode prejudicar os dentes frontais, causar retração gengival e até contribuir para o bruxismo.
  • Comprometimento emocional: A vergonha da aparência das unhas e dedos pode afetar a autoestima e a confiança em situações sociais.
  • Dificuldade em atividades manuais: Unhas enfraquecidas dificultam tarefas simples, como abotoar roupas e manipular pequenos objetos.

Reforço do ciclo vicioso

O alívio momentâneo que o ato proporciona pode ser rapidamente substituído por sentimentos de frustração ou culpa. Com o tempo, muitas pessoas relatam que, quanto mais tentam controlar a vontade de roer, mais difícil se torna quebrar o ciclo, principalmente quando há fatores emocionais mal resolvidos.

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Por que é tão difícil parar?

O hábito de roer unhas é resistente devido à forte associação emocional e, em parte dos casos, por influência genética. Crianças pequenas tendem a imitar adultos ou outras crianças, reforçando o comportamento por repetição.

A persistência ao longo dos anos pode transformar o ato em uma resposta automática diante de qualquer desconforto emocional ou tédio.

O papel dos gatilhos

Identificar o momento e a razão que levam à vontade de roer as unhas é um passo importante para reverter o hábito.

Mudanças na rotina, ambientes estressantes e cobranças em excesso são comuns entre quem enfrenta a onicofagia. Técnicas de atenção plena e relaxamento têm sido propostas como ferramentas para melhorar esse controle emocional.

Estratégias eficazes para controle e superação

Se o padrão já está enraizado, vale experimentar alternativas práticas:

  • Aplicar esmaltes de gosto amargo para desencorajar o ato.
  • Manter as unhas sempre curtas, limpas e cuidadas.
  • Buscar maneiras de relaxar, como exercícios de respiração e meditação.
  • Ocupar as mãos com bolinhas antistresse ou objetos similares.

Para crianças, o apoio dos responsáveis é fundamental. O melhor caminho é conversar de forma acolhedora e explicar as consequências desse hábito, evitando repreensões ou castigos que aumentem a ansiedade. Incentivar o diálogo e a busca por atividades prazerosas pode ajudar a reduzir a frequência do comportamento.

Quando procurar ajuda profissional?

Quando a onicofagia vem acompanhada de sofrimento emocional intenso ou prejuízos sociais, buscar o acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra pode ser decisivo.

Esses profissionais avaliam a necessidade de intervenções específicas e contribuem para identificar eventuais transtornos subjacentes, orientando o tratamento mais adequado.

Mulher observa as próprias unhas bem cuidadas perto da janela em momento de autocuidado
Cuidar das unhas e identificar os gatilhos ajuda a abandonar o hábito. Imagem: Magnific

Impacto na autoestima e habilidades sociais

Além do desconforto físico, pessoas que convivem com o hábito relatam que a aparência das mãos pode gerar vergonha, isolamento e até dificuldades em manter relações interpessoais saudáveis.

Esse aspecto ressalta a importância de não tratar o hábito com descuido, mas, sim, com atenção à saúde integral e emocional do indivíduo.

Livros e materiais lúdicos, como histórias infantis que abordam o tema com leveza, podem auxiliar especialmente crianças e pais no entendimento das causas e caminhos para a superação.

Vale a pena tentar: prevenindo recaídas

Prevenir a volta do comportamento requer autoconhecimento e uma rotina ajustada. Apostar em estratégias de autocontrole, como registrar emoções em um diário, pode ajudar a perceber padrões e agir antes do impulso tomar conta.

Priorizar cuidados com as mãos, transformar o cuidado em um ritual de bem-estar e celebrar pequenas conquistas são formas de fortalecer a autoestima e reduzir o risco de recaídas.

Ao compreender o próprio comportamento, identificar os gatilhos emocionais e buscar apoio quando necessário, é possível transformar o ciclo do hábito em uma oportunidade de crescimento emocional e autocuidado.

O hábito de roer unhas na infância

Crianças aprendem observando. Pais e responsáveis atentos podem ajudar desde cedo, orientando sobre as consequências sem julgamentos ou punições, mas sim com explicações claras e acolhimento.

Dialogar sobre emoções, promover atividades físicas e separar momentos do dia para relaxamento coletivo são gestos simples, mas com ótimos resultados.

Se o costume persistir ou vier acompanhado de outros sinais de sofrimento emocional, como tristeza constante, irritabilidade ou dificuldade em dormir, buscar ajuda especializada é um passo importante para garantir o desenvolvimento saudável da criança.

Para conferir mais conteúdos de psicologia do comportamento, acesse a página principal do Blog Pensar Cursos.

Tags: estresse
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Fátima Azevedo

Fátima Azevedo

Graduada em Ciências Biológicas. Professora. Redatora grupo Sena Online.

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