A forma correta é indenização, com n logo na primeira sílaba. O registro consta do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, que é a referência oficial de grafia no país.
“Idenização” não existe em português e é considerada erro em qualquer contexto, seja em redação de prova, em petição ou em mensagem de trabalho.
O erro nasce da fala. Em conversa rápida, o n de “in” quase desaparece na pronúncia, e quem escreve de ouvido acaba cortando a letra. Vale um lembrete: nem tudo o que some na fala some na escrita.
A seguir, veja de onde vem esse n, por que a palavra se escreve com z e como ela se comporta na separação silábica.
Indenização ou idenização: de onde vem esse n
O n não está ali por acaso: ele é a marca de negação. A palavra vem do latim indemnis, formado pelo elemento privativo in mais damnum, que significa dano. Indemnis era o adjetivo usado para quem estava ileso, ou seja, sem dano.
É o mesmo n de incapaz, injusto e indireto. Indenizar, portanto, é tornar alguém livre do dano que sofreu. Cortar essa letra desfaz a ideia que a palavra carrega.
Há ainda uma pista vinda de fora do Brasil. Em Portugal, a grafia registrada é indemnização, com m. O Brasil adotou a forma com n, e é por isso que os dicionários brasileiros remetem indemnizar para indenizar.

Com s ou com z? A regra está no verbo
Resolvida a questão do n, surge a segunda dúvida: indenização ou indenisação? A resposta é com z, e a explicação está no verbo.
Substantivos formados a partir de verbos terminados em izar recebem ização. Como o verbo é indenizar, o substantivo é indenização. A mesma lógica aparece em organizar e organização, atualizar e atualização, realizar e realização.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Escreve-se com s quando a palavra primitiva já tem s no radical, como em análise e analisar, pesquisa e pesquisar. Não é o caso aqui.
Separação silábica e acento
No Vocabulário Ortográfico, indenização aparece como substantivo feminino. A divisão correta é in-de-ni-za-ção, com cinco sílabas.
A sílaba mais forte é a última, o que faz de indenização uma palavra oxítona. Mesmo assim, ela não recebe acento gráfico. As oxítonas acentuadas são as terminadas em a, e, o, em e ens, seguidas ou não de s, além das que trazem os ditongos abertos éi, éu e ói. Terminações em ão ficam fora dessa lista, e o til marca apenas a nasalidade.
O plural é indenizações.
Palavras da mesma família
Guardar o grupo inteiro ajuda a fixar a grafia. Todas mantêm o n e o z:
- indenizar
- indenizado
- indenizável
- indenizatório
A última aparece bastante na expressão verba indenizatória, comum em textos de direito do trabalho.
Um resumo rápido para a hora da escrita: o n vem da negação, o z vem do verbo e o acento não existe.
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