A forma correta é “mau-caratismo”, escrito com “u” e com hífen. A expressão indica a conduta ou comportamento de quem possui mau caráter.
No português atual, “mau-caratismo” designa tudo o que está relacionado à índole desleal, falsa ou traiçoeira de alguém. Por outro lado, “mal caratismo”, sem hífen, está incorreto segundo as regras e registros nos principais dicionários e na gramática normativa. Continue a leitura e veja os detalhes!
Significado de “mau-caratismo”
“Mau-caratismo” é o substantivo masculino que se refere ao comportamento típico de quem tem mau-caráter. Esse termo engloba atitudes como deslealdade, traição, falsidade e ações mal-intencionadas, utilizadas para prejudicar outras pessoas.
Segundo a etimologia, “mau-caratismo” resulta da junção das palavras “mau-caráter” + “ismo”. Exemplos comuns de uso do termo podem ser encontrados em notícias e textos literários quando se quer destacar a natureza antiética de determinadas ações.
Por exemplo:
“Ele foi acusado de mau-caratismo após a traição.”
Por que “mal caratismo” está errado
“Mal caratismo”, com “L”, não existe em português formal, porque desrespeita a regra do “mau”: é esse o termo que qualifica “caráter”, já que se trata de um adjetivo (oposto de “bom”), e não de um advérbio.
Na estrutura da língua portuguesa:
- “Mau” é o antônimo de “bom” e deve ser usado quando se refere ao caráter.
- “Mal”, antônimo de “bem”, atua como advérbio, substantivo ou conjunção, nunca como adjetivo.
Por isso, escrever “mal caratismo” é usar um advérbio onde o correto é um adjetivo, o que contraria a norma gramatical.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Quanto ao hífen, ele não decorre de uma regra geral de “mau” + substantivo (que, em casos como “mau humor” e “mau exemplo”, dispensa o hífen). No caso de “mau-caratismo”, o hífen é herdado da expressão consagrada “mau-caráter”, da qual o termo deriva.
Quando usar “mau” e quando usar “mal”
A diferença é simples e resolve a dúvida na maioria dos casos. “Mau”, com “u”, é adjetivo e o oposto de “bom”: qualifica algo ou alguém (“mau aluno”, “mau comportamento”).
“Mal”, com “L”, funciona como advérbio, substantivo ou conjunção, e é o oposto de “bem” (“dormir mal”, “o bem e o mal”).
O macete para não errar é a substituição: troque a palavra por “bom” ou “bem”. Se couber “bom”, escreve-se mau; se couber “bem”, escreve-se mal. Como “bom-caratismo” faz sentido e “bem-caratismo” não, a forma correta é mau-caratismo.
Vale fixar as três regras que sustentam a grafia:
- Escreve-se sempre “mau-caratismo”, com “u” e hífen; “mal caratismo”, com “l” ou sem hífen, está errado.
- “Mau” qualifica o caráter (é adjetivo); “mal” não caberia aí, por ser advérbio.
- O hífen aparece porque o termo deriva de “mau-caráter”, expressão já consagrada com hífen.
Dominar essa distinção garante clareza e evita um dos deslizes mais comuns do português, sobretudo em textos profissionais, acadêmicos e jornalísticos.

Exemplos de uso de “mau-caratismo” na prática:
- “Aquela traição foi o máximo do seu mau-caratismo.”
- “Sempre que há corrupção, o mau-caratismo está presente.”
- “A novela mostra personagens marcados pelo mau-caratismo.”
Esses exemplos reforçam que o termo caracteriza atitudes de desonestidade, manipulação ou ausência de escrúpulos.
Expressões semelhantes e cuidados com a escrita
Ao contrário do que muitos pensam, ‘mau’ + substantivo normalmente não leva hífen: escreve-se ‘mau humor’, ‘mau cheiro’ e ‘mau exemplo’, separados. O hífen em ‘mau-caratismo’ é uma exceção, herdada da expressão consagrada ‘mau-caráter’.
Na dúvida, consulte dicionários eletrônicos e portais de língua portuguesa reconhecidos. Isso evita erros em comunicação profissional e garante respeito à norma culta.
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