Segundo estudo da OIT de 2025, 25% dos empregos globais estão potencialmente expostos à Inteligência Artificial generativa, mas o principal efeito esperado é a transformação das funções e não a substituição em massa.
A análise da “Organização Internacional do Trabalho” mostra que, embora parte das tarefas possa ser automatizada em vários setores, apenas 3,3% dos cargos no planeta estão no grau mais alto de vulnerabilidade, e a tendência global aponta para reconfiguração das ocupações.
No Brasil, quase 30 milhões de trabalhadores estavam expostos à IA generativa em 2025, de acordo com a FGV Ibre, com impactos mais concentrados entre trabalhadores com maior escolaridade, mulheres e profissionais do Sudeste.
Essa nova dinâmica não significa que a inteligência artificial eliminará empregos por completo. O resultado mais provável, segundo especialistas e pesquisas globais, é a alteração na distribuição das tarefas, exigindo novas competências e maior capacidade de adaptação no mercado.
Quais áreas estão mais expostas à IA generativa?
Cargos administrativos e de escritório são os mais suscetíveis ao impacto da IA generativa, segundo o relatório da OIT, contrariando a ideia de que a automação atinge inicialmente funções manuais ou operacionais.
A pesquisa global indica que atividades rotineiras, relacionadas ao processamento de informações, organização de dados e produção de documentos padronizados tendem a ser automatizadas primeiro. No recorte do mercado brasileiro, a exposição é maior nos setores de serviços, especialmente em informação, comunicação e nas áreas financeiras.
Profissões como atendimento inicial ao cliente, tradutores, organizadores de banco de dados, revisores e programadores de tarefas específicas apresentam alto potencial de alteração. Entretanto, a maioria desses cargos terá mudança no conteúdo do trabalho, com redução de tarefas operacionais e aumento da responsabilidade por análise, decisão e supervisão dos sistemas de IA.
Quem está no maior risco de automação?
Apenas 3,3% dos empregos globais estão na faixa de maior vulnerabilidade à automação, sendo que mulheres e profissionais de países desenvolvidos apresentam percentual maior, conforme o estudo global da OIT.
No Brasil, aproximadamente 5,2 milhões de pessoas integravam o grupo mais exposto em 2025. O levantamento da FGV Ibre ressalta que mulheres, jovens e trabalhadores com maior escolaridade são os mais afetados, principalmente nas regiões urbanas e no Sudeste.
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ENTRAR NOS GRUPOS →A explicação está no perfil das funções: cargos de suporte administrativo, técnica de escritório e setores de informação concentram o maior grau de exposição.
Além disso, cerca de 20% dos trabalhadores combinam alta exposição à IA com baixa complementaridade de habilidades, ou seja, podem enfrentar maiores riscos de perda de emprego, enquanto outros 20% podem ver ganhos de produtividade e salário ao combinar novas competências tecnológicas.
Como a IA generativa transforma o conteúdo do trabalho?
A tecnologia tende a modificar as atividades realizadas, redistribuindo tarefas entre humanos e sistemas automatizados, com ênfase crescente em análise crítica, supervisão e decisão sobre resultados gerados por IA.
Segundo a OIT, a automação parcial de tarefas já é realidade em funções como análise de relatórios, classificação de dados e produção de documentos. O papel do trabalhador evolui para supervisionar processos, revisar informações automáticas e intervir nos pontos críticos que exigem julgamento profissional ou responsabilidade.
O uso de IA demanda também novas competências, como domínio de ferramentas digitais, avaliação de informações, comunicação efetiva e capacidade de verificar resultados automatizados antes de sua aplicação prática. Isso amplia as oportunidades para quem se adapta e busca atualização constante.
Que habilidades ganham importância no futuro do trabalho?
Capacidades como pensamento crítico, análise de informações e domínio de ferramentas digitais estão entre as mais valorizadas na reconfiguração das carreiras.
Além dessas, destaca-se a importância de habilidades de comunicação, resolução de problemas complexos, domínio técnico da área e aptidão para revisar e validar resultados produzidos por inteligência artificial.
Como se preparar para as mudanças no mercado de trabalho?
Investir em atualização constante, buscar cursos sobre tecnologia, análise de dados e automação e desenvolver competências interpessoais são as orientações mais citadas pelos especialistas para o futuro do trabalho.
Conhecimentos em análise crítica, tomada de decisão, comunicação e capacidade de adaptação rápida ganham valor em setores expostos à IA, sobretudo entre quem atua em funções administrativas, serviços de informação e setores financeiros.
Incorporar ferramentas digitais ao cotidiano, buscar certificações e monitorar tendências do mercado ajudam a mitigar riscos e ampliar oportunidades.
A preparação também passa pela compreensão do papel da tecnologia como complemento ao trabalho humano, enxergando a inteligência artificial não como ameaça, mas como aliada e ferramenta de produtividade e inovação.

O que mostram os dados sobre o Brasil?
No terceiro trimestre de 2025, cerca de 30 milhões de brasileiros estavam em funções expostas à IA generativa, com maior concentração no Sudeste, serviços e áreas de informação, aponta o estudo da FGV Ibre.
Os grupos mais vulneráveis combinam alta exposição ocupacional e menor possibilidade de complementar tarefas com novas competências. Contudo, há também significativa parcela de trabalhadores que pode transformar o avanço tecnológico em maiores ganhos salariais e evolução de carreira, desde que invistam em formação e adaptação.
Esses números mostram que a IA pode ser fator de desigualdade, mas também representa uma janela de oportunidade para quem antecipa a necessidade de aprendizado ao longo da vida e busca caminhos de reconversão profissional.
Diversidade de impacto: por que a IA não afeta todas as profissões da mesma forma?
O impacto da IA generativa é heterogêneo: funções administrativas e de escritório são mais afetadas que ocupações manuais, segundo os índices globais. Isso desconstrói a visão comum de que a tecnologia ameaça primeiro o trabalho menos qualificado.
O nível de exposição depende do tipo de tarefa realizado, do grau de repetição, da possibilidade de automação e da interação humana envolvida no trabalho. Atividades que exigem criatividade, empatia, negociação, análise contextual e decisões complexas apresentam menor risco de automação, enquanto tarefas padronizadas e repetitivas são as primeiras a incorporar soluções de IA.
Para gestores e trabalhadores, reconhecer essa heterogeneidade é ponto central para planejar a carreira e elaborar estratégias de transição diante das inovações.
O papel da política pública e da regulação
Governos e instituições precisam promover políticas de qualificação, atualização profissional e incentivo à inovação para reduzir desigualdades causadas pela automação da IA, sugere relatório da OIT.
A implementação de políticas regulatórias, programas de incentivo à formação técnica, subsídios à atualização digital e disseminação de boas práticas para adaptação dos trabalhadores são fundamentais para minimizar riscos e ampliar os ganhos de produtividade no país.
Estratégias integradas podem facilitar a transição de profissionais mais vulneráveis, gerar empregos de melhor qualidade e manter a competitividade nacional em setores decisivos.
O acesso a cursos rápidos, atualização constante e aprendizado ao longo da carreira aparecem como estratégias fundamentais para manter a empregabilidade no novo cenário.
A formação continuada, a busca por certificações e o acompanhamento das mudanças tecnológicas oferecem vantagens para quem deseja permanecer ativo no mercado e crescer na hierarquia dos postos menos expostos à automação.
IA generativa substitui empregos ou cria novas funções?
O principal efeito da IA generativa sobre o mercado é a reorganização das atividades profissionais e não a eliminação generalizada de ocupações, segundo as análises recentes da OIT e FGV.
Embora parte das antigas tarefas desapareça ou se torne automatizada, é esperado o surgimento de novas funções ligadas ao desenvolvimento, implementação, supervisão e aprimoramento de sistemas inteligentes.
Dessa forma, especialistas reforçam que o futuro do trabalho passa menos pelo medo de substituição, e mais pela capacidade de adaptação e crescimento em áreas complementares à tecnologia.
O estudo da OIT deixa claro que “os números refletem exposição potencial, não perdas reais de emprego”, e projeta que a transformação dos postos tende a ser gradativa, permitindo maiores oportunidades para quem investir em qualificação.
Para conferir mais sobre o mercado de trabalho e suas tendências, acesse a página inicial do Blog Pensar Cursos e assista ao vídeo abaixo:



















