O método Cornell divide a folha do caderno em três áreas: coluna de pistas, coluna de anotações e resumo. A organização faz com que a página escrita na aula sirva, depois, como material de revisão, segundo o roteiro do Academic Learning da University of Manitoba, no Canadá, baseado no material do Learning Strategies Center da Cornell University.
A coluna larga recebe o que o professor explica. A margem esquerda fica para perguntas escritas logo depois da aula, e a faixa de baixo guarda um resumo curto. Na hora de estudar, basta cobrir as anotações: as perguntas da margem viram um teste sobre a própria matéria.
Como dividir a folha do método Cornell com régua
Para montar a folha, bastam régua, lápis e dois traços. As medidas do desenho abaixo estão no material da University of Manitoba, que se apoia no centro de estudos da Cornell. O original usa polegadas; a conversão para centímetros foi feita pela redação.
6,35 cm (2,5 pol.) a partir da borda esquerda
perguntas escritas depois da aula
15,24 cm (6 pol.)
o que se registra durante a aula
faixa a 5,08 cm (2 pol.) do pé da folha
Fonte: The Cornell Note Taking System, Academic Learning, University of Manitoba, com base no Learning Strategies Center da Cornell University. Desenho: Pensar Cursos.
- Trace uma linha vertical na medida da coluna de pistas, contada a partir da borda esquerda.
- Trace uma linha horizontal, de uma borda à outra, na altura indicada para o resumo.
As duas colunas somam 21,59 cm de largura. Em folhas de outro tamanho, a conta muda.
As 5 etapas do método Cornell, da sala de aula à revisão semanal
O roteiro do método Cornell tem nomes em inglês. A tabela mostra a tarefa de cada passo e o momento indicado, quando o documento o define.
| Etapa | Quando | O que fazer |
|---|---|---|
| Record (registrar) | Durante a aula | Anotar na coluna larga e deixar espaços onde faltou informação, para completar depois |
| Question (perguntar) | Logo após a aula | Escrever perguntas na coluna de pistas e um resumo breve, com palavras próprias, na faixa de baixo |
| Recite (recitar) | No momento de estudar | Cobrir as anotações, responder às perguntas em voz alta e olhar o texto só quando precisar |
| Reflect (refletir) | Sem momento definido no roteiro | Relacionar as ideias com o que o estudante já sabe e com outros conteúdos; essas reflexões podem ser escritas na coluna larga |
| Review (revisar) | Toda semana | Rever as folhas para guardar o conteúdo na memória de longo prazo e chegar à prova com o material pronto |
O documento canadense faz um alerta sobre o resumo: se não for possível escrevê-lo com as próprias palavras, o conteúdo ainda não foi entendido.
Exemplo de folha Cornell preenchida com uma regra de ortografia
Para mostrar uma página do método Cornell preenchida, a redação escolheu uma regra de ortografia: a inicial minúscula em meses, dias da semana e estações do ano. Ela está na Base XIX do Acordo Ortográfico, promulgado no Brasil pelo Decreto 6.583, de 29 de setembro de 2008.
| Coluna de pistas | Coluna de anotações |
|---|---|
| Onde está a regra? | Anexo I, Base XIX, item 1º: “A letra minúscula inicial é usada” |
| Em que casos? | Alínea b: “Nos nomes dos dias, meses, estações do ano” |
| Exemplos oficiais? | segunda-feira; outubro; primavera |
| E as festas? | Item 2º, alínea e: maiúscula “nos nomes de festas e festividades”, como Natal e Páscoa |
| Resumo (faixa de baixo) | Mês, dia da semana e estação vão com minúscula; festa vai com maiúscula. |
Na revisão, a coluna da direita fica coberta e as perguntas da esquerda são respondidas sem olhar. A regra completa, com frases de cabeçalho de prova e de e-mail, está na matéria sobre outubro, domingo e primavera com minúscula.
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Na etapa de recitar do método Cornell, a coluna larga fica escondida sob outra folha, e cada pergunta da margem pede a resposta de memória. Depois, basta levantar o papel para conferir.
O blog já tratou da prática de testes como técnica de estudo em uma matéria sobre testar a si mesmo em vez de reler. Para quem está na reta final do Enem, as perguntas da margem podem entrar no calendário de revisão até a prova.
A página da Cornell defende o papel e a caneta. Segundo a universidade, pesquisas mostram que anotar à mão é mais eficaz do que digitar no laptop, e o ato físico de escrever pode ajudar a lembrar melhor do que apenas ouvir ou ler.
Quem criou o método Cornell e o que as fontes não dizem
A Cornell informa que o sistema foi desenvolvido por Walter Pauk, professor de educação da universidade. A referência indicada pela instituição é o livro How to Study in College, de Pauk e Ross J. Q. Owens, na 10ª edição, de 2010. O capítulo 10, “The Cornell System: Take Effective Notes”, ocupa as páginas 235 a 277.
O ano de criação do método Cornell não aparece nas duas fontes universitárias consultadas. Textos publicados na internet apontam datas diferentes, sem indicar documento de origem.
Uma apresentação do método Cornell publicada no blog em 2024 pode ser lida junto com esta, que traz as medidas da folha e o roteiro por etapas. Outras técnicas estão reunidas na tag dicas de estudo.
Fontes consultadas
- The Cornell Note Taking System. Learning Strategies Center, Cornell University (Estados Unidos). Página consultada em 25/10/2026. lsc.cornell.edu
- The Cornell Note Taking System. Academic Learning, University of Manitoba (Canadá), atualizado em abril de 2024. Consultado em 25/10/2026. umanitoba.ca (PDF)
- Decreto nº 6.583, de 29/9/2008, que promulga o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, Anexo I, Base XIX. Presidência da República. Consultado em 25/10/2026. planalto.gov.br
















