Erros de português no currículo, e-mails ou mensagens profissionais podem reduzir as chances de um candidato avançar em um processo seletivo. Segundo levantamento da plataforma Catho, 34% dos recrutadores apontam falhas gramaticais como o principal motivo para eliminar candidatos.
Entre os erros mais comuns está o uso incorreto de algumas expressões do dia a dia. Um exemplo é a dúvida entre “nada de mais” e “nada demais”. Embora pareçam semelhantes, as formas possuem significados diferentes e podem transmitir uma impressão negativa quando usadas de maneira inadequada em um ambiente profissional.
Por que erros de português podem prejudicar um candidato?
O currículo costuma ser o primeiro contato entre o profissional e a empresa. Antes mesmo de avaliar experiências e qualificações, o recrutador observa aspectos como organização, clareza e cuidado na apresentação das informações.
Um candidato pode ter uma boa formação e experiência compatível com a vaga, mas erros de escrita podem gerar uma percepção de falta de atenção aos detalhes. Isso ocorre principalmente porque os recrutadores analisam muitos documentos em pouco tempo.
Em média, uma oportunidade pode receber entre 30 e 50 currículos, enquanto apenas uma pequena parcela dos candidatos chega à etapa de entrevista. Por isso, pequenos erros podem fazer diferença no momento da triagem.
Afinal, qual é a forma correta: “nada de mais” ou “nada demais”?
A expressão correta para indicar que algo não tem importância, não é extraordinário ou está dentro da normalidade é “nada de mais”, escrita separadamente.
A locução “de mais” transmite ideia de quantidade ou intensidade e funciona como o contrário de “de menos”. Na expressão “nada de mais”, ela acompanha o pronome “nada”, indicando que não há excesso ou algo fora do comum.
Veja exemplos:
- Não aconteceu nada de mais durante a reunião.
- O problema não foi nada de mais, já foi resolvido.
- O candidato disse que não fez nada de mais além do solicitado.
Já “demais”, escrito junto, tem outro significado. A palavra funciona como advérbio de intensidade e pode ser substituída por “muito” ou “excessivamente”.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Exemplos:
- O candidato estudou demais para a prova.
- A equipe trabalhou demais durante o projeto.
Por isso, usar “nada demais” quando a intenção é dizer que algo foi comum ou sem importância é considerado inadequado pela norma-padrão.
Como um erro simples pode afetar a imagem profissional?

Imagem: Blog Pensar Cursos
Imagine que um funcionário envie um relatório importante para seu gestor e escreva:
“Boa tarde, chefe. Segue o relatório de setembro. Não houve nada demais este mês, os resultados ficaram dentro do esperado.”
Mesmo que os dados estejam corretos, a expressão utilizada pode chamar atenção de forma negativa. Para o leitor, o erro pode transmitir falta de revisão e cuidado com a comunicação.
Esse tipo de situação também pode acontecer durante uma seleção. Um currículo com erros de ortografia ou uma mensagem de apresentação mal escrita pode impedir que o candidato chegue à entrevista e tenha a oportunidade de demonstrar suas competências.
Segundo dados atribuídos à empresa de recrutamento Robert Half, até pequenos erros de digitação em um currículo podem influenciar a decisão de recrutadores durante a análise inicial.
Como evitar erros de português em documentos profissionais?
Algumas atitudes simples ajudam a reduzir falhas na comunicação escrita:
- Revise o texto antes de enviar: uma leitura final pode identificar erros que passaram despercebidos;
- Use ferramentas de correção ortográfica: programas e aplicativos ajudam a encontrar problemas de grafia;
- Leia o conteúdo em voz alta: a prática facilita a identificação de frases confusas;
- Consulte fontes confiáveis: dicionários e gramáticas ajudam em casos de dúvida;
- Peça outra avaliação: uma segunda pessoa pode encontrar erros que o próprio autor não percebe.
Além da escrita correta, a comunicação profissional exige clareza e atenção aos detalhes. Um currículo, um e-mail ou uma mensagem corporativa representam a imagem do profissional antes mesmo de uma conversa presencial.
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No vídeo abaixo, confira três erros de português que ainda geram dúvidas entre muitos brasileiros:
















