A Receita Federal disponibilizou, nesta segunda-feira (24), a consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2026, beneficiando 521.935 contribuintes. De acordo com o órgão, o montante total das restituições soma R$ 1.238.013.251,34.
Calendário de restituições do IRPF 2026
A liberação dos lotes segue regras e cronograma definidos anualmente pela Receita Federal. O quarto lote, disponibilizado para consulta nesta segunda-feira (24), corresponde aos pagamentos agendados para o dia 31 de agosto.
Confira o calendário completo:
| Lote | Data | Situação |
|---|---|---|
| 1º | 29/05/2026 | Pagamento efetuado |
| 2º | 30/06/2026 | Pagamento efetuado |
| 3º | 31/07/2026 | Pagamento efetuado |
| 4º | 31/08/2026 | Consulta liberada |
| Fonte: Receita Federal |
Quem tem direito ao 4º lote de restituição?
Em 2026, têm direito a receber no 4º lote os contribuintes que ainda não foram contemplados nos lotes anteriores e que se enquadram nos critérios de prioridade, além dos não prioritários, que utilizaram a declaração pré-preenchida ou optaram pelo recebimento via PIX.
Confira como será a distribuição:
- Idosos acima de 80 anos: 16.850 restituições
- Pessoas entre 60 e 79 anos: 86.873 restituições
- Pessoas com deficiência física, mental ou portadoras de doença grave: 9.029 restituições
- Contribuintes cuja principal fonte de renda é o magistério: 26.769 restituições
- Aqueles que optaram pela declaração pré-preenchida e/ou via PIX: 338.912 restituições
- Outros contribuintes não prioritários: 43.502 restituições
A ordem de prioridade está estabelecida na Lei nº 9.250/1995.
Como consultar sua restituição
A consulta pode ser feita diretamente no portal da Receita Federal. Basta acessar “Consultar meu imposto de renda” e depois selecionar “Consultar restituição do imposto de renda”.
No mesmo site, existem opções de consulta simplificada, além da consulta completa por meio do extrato de processamento disponível no sistema e-CAC. Esse serviço detalha pendências, liberações futuras e eventuais problemas cadastrais ou no processamento da declaração.
Se preferir, o contribuinte pode usar o aplicativo da Receita Federal, disponível para tablets e smartphones. A plataforma permite consultar a situação do CPF e acompanhar o andamento da restituição.
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Como receber o valor da restituição
O crédito da restituição é feito exclusivamente em conta bancária de titularidade do declarante. Caso haja alguma divergência nos dados bancários, como erro de agência, conta encerrada ou informações inconsistentes, a restituição não será depositada e o valor retornará ao sistema para novo agendamento.
Nessas situações, o contribuinte pode reagendar o crédito pelo Portal do Banco do Brasil ou através da Central de Relacionamento, nos telefones: 4004-0001 (para capitais), 0800-729-0001 (outras regiões) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos).
É obrigatório informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração. O prazo para novo agendamento é de até um ano após a tentativa inicial de crédito.
Depois de realizar o reagendamento, o pagamento será processado em uma nova tentativa para uma conta válida. Caso o valor não seja resgatado nesse período, a solicitação deve ser feita pelo e-CAC, na opção “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
O que fazer se sua restituição não foi liberada?
Se a restituição não estiver disponível no lote consultado, podem existir pendências ou divergências no cadastro ou na documentação. O primeiro passo é acessar o extrato da declaração no e-CAC para identificar os possíveis motivos da retenção.
Havendo erro ou falta de informações, é possível retificar a declaração para corrigir as divergências apontadas pela Receita Federal. Encaixes em lotes residuais ocorrem automaticamente após a regularização dos dados, não sendo necessário novo requerimento.
Motivos mais comuns para retenção da restituição
A restituição pode ser retida, principalmente, devido a diferenças entre os valores informados, dados inconsistentes de dependentes, ausência de documentos comprobatórios ou informações bancárias incorretas.
- Erro de digitação em rendimentos ou deduções;
- Dados bancários inválidos ou que não pertencem ao contribuinte;
- Pendência no CPF ou em situação fiscal;
- Revisão ou análise da declaração em andamento.
A Receita apresenta detalhes dessas situações no extrato da declaração. Recomenda-se revisar as informações periodicamente e promover as correções necessárias, consultando sempre os canais oficiais para orientação.
Canais de atendimento da Receita Federal
A Receita Federal oferece diversos canais para esclarecimento de dúvidas ou encaminhamentos específicos. Além do Fale Conosco, há atendimento presencial nas unidades do órgão.
O atendimento fornece orientações sobre processamento, possíveis bloqueios e indicações para regularizar pendências. O contato também pode ser feito pelo aplicativo oficial (disponível para Android e iOS), que reúne informações sobre consultas, pagamentos e oferece acesso aos serviços digitais.
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