O prazo para adesão ao Desenrola 2.0 termina nesta segunda-feira, 31 de agosto, data que também marca o fim da vigência da MP nº 1.355/2026 responsável pela criação do programa. O período para participação havia sido ampliado por meio de uma portaria do Ministério da Fazenda publicada no final de julho de 2026.
Segundo o ministro Dario Durigan, a prorrogação buscou ampliar o acesso ao programa e permitir que mais consumidores tivessem tempo para aderir às condições oferecidas, inclusive aqueles interessados em obter crédito para a aquisição de veículos, como carros e motocicletas.
Durigan afirmou ainda que a extensão do prazo não deverá gerar custos adicionais aos cofres públicos. Isso porque, conforme explicou, não será necessário realizar novos aportes no Fundo de Garantia de Operações (FGO), mecanismo que oferece suporte financeiro às operações vinculadas ao programa.
Quem pode participar e como aderir?
O Desenrola 2.0 é voltado para brasileiros com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105. A renegociação abrange dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026 que estejam vencidas há pelo menos 90 dias e, no máximo, dois anos. As modalidades contempladas incluem:
- Cartão de crédito;
- Cheque especial;
- Crédito pessoal (CDC).
O programa não conta com uma plataforma única de cadastro. A adesão é feita diretamente pelos canais das instituições financeiras que detêm a dívida. Para participar, o consumidor pode seguir os seguintes passos:
- Identifique onde está a dívida e o valor devido;
- Acesse o canal oficial do banco ou instituição (aplicativo, site ou agência);
- Verifique a elegibilidade da dívida para o Desenrola 2.0;
- Confira as condições da proposta de renegociação;
- Formalize o acordo pelo próprio canal da instituição.
Condições do programa
As condições oferecidas preveem juros limitados a 1,99% ao mês, além de descontos que podem variar de 30% a 90% sobre o valor principal da dívida, a depender da linha de crédito contratada e do prazo de pagamento.
Outra possibilidade dentro do programa é o uso de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de débitos. As regras permitem utilizar até 20% do saldo disponível na conta do trabalhador ou até R$ 1 mil, prevalecendo o valor que for maior, exclusivamente para o pagamento de dívidas incluídas na renegociação.
Quem optar por essa alternativa precisa autorizar o uso do saldo diretamente com a instituição; nesse caso, o valor é transferido ao credor sem passar pela conta do trabalhador.
Resultados do programa
O ministro informou que 2,5 milhões de pessoas renegociaram dívidas bancárias pagando à vista, mais de 1,6 milhão renegociaram de forma parcelada, e cerca de 5 milhões de pessoas foram desnegativadas por deverem valores de até R$ 100 às instituições financeiras.
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Quem tiver dívidas renegociadas terá o CPF bloqueado em plataformas de apostas de quota fixa por 12 meses, conforme a MP nº 1.355/2026. As instituições financeiras, por sua vez, devem limpar o nome de quem deve até R$ 100, destinar 1% do valor garantido pelo FGO à educação financeira e ficam proibidas de enviar recursos a casas de apostas via cartão de crédito, parcelado ou Pix.
Desenrola Fies também encerra nesta segunda (31/08)
O Desenrola Fies integra o Desenrola 2.0 e também tem prazo de adesão encerrado nesta segunda-feira, 31 de agosto. Podem participar da renegociação estudantes com contratos do Fies assinados até 2017 e em fase de amortização em 4 de maio de 2026.
O procedimento deve ser realizado diretamente com os agentes financeiros responsáveis pelos contratos, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, por meio dos aplicativos BB e Fies Caixa.
A formalização da proposta, porém, não garante a conclusão da renegociação. O acordo só passa a valer após o pagamento da parcela de entrada. Se esse valor não for quitado, a proposta é automaticamente cancelada.
Para acompanhar outras informações sobre o Desenrola 2.0, continue acessando o Blog Pensar Cursos. Veja também:


















