O correto segundo a gramática normativa é “o beija-flor“. A forma “o beija-flor” é padrão em todas as situações formais da língua portuguesa.
Quando se deseja especificar o sexo do animal, a norma culta recomenda o uso de “o beija-flor macho” ou “o beija-flor fêmea”, nunca trocando o artigo para feminino na comunicação gramatical padrão.
Essa regra diferencia o português escrito corretamente do uso em músicas ou poesias, onde “a beija-flor” pode aparecer por licença poética e valor expressivo. O emprego do artigo feminino nessas situações não é aceito em textos formais, mas pode surgir em composições artísticas.
Por que “beija-flor” é masculino?
O termo “beija-flor” pertence ao grupo dos substantivos epicenos, cujos nomes possuem apenas um gênero fixo, independentemente do sexo do animal ao qual se referem.
No caso de beija-flor, o gênero é masculino. Isso está de acordo com a classificação gramatical de nomes de animais cujas distinções sexuais precisam ser feitas pelo acréscimo das palavras “macho” ou “fêmea”.
Exemplos de outros substantivos epicenos: a cobra, o jacaré, a formiga, o crocodilo, a onça. Para todos esses, o gênero do substantivo não muda, a expressão “o jacaré fêmea”, por exemplo, segue o mesmo padrão.
Outros exemplos de substantivos epicenos
Compreender o conceito de epiceno ajuda a evitar erros como a troca de artigo em nomes de animais. Veja exemplos:
- O beija-flor
- A onça
- A borboleta
- O hipopótamo
Nesses casos, usa-se sempre o artigo referente ao gênero do substantivo, não ao sexo do animal. Para diferenciar o sexo real, inclui-se “macho” ou “fêmea”.
Curiosidades sobre o beija-flor
Origem e diversidade
O beija-flor é uma ave característica das Américas, com maior presença em regiões tropicais do Brasil. Pertencente à família Trochilidae, existem cerca de 330 espécies reconhecidas e várias são encontradas principalmente em ambientes próximos à linha do Equador.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Alimentação e metabolismo
O beija-flor usa seu bico longo para se alimentar do néctar das flores, polinizando-as durante o processo. Possui metabolismo muito acelerado, alimentando-se entre cinco a oito vezes por hora e consumindo quantidades próximas a dez vezes o peso do próprio corpo em um único dia.
Dimensões e voo
A menor ave do mundo faz parte do grupo dos beija-flores: o beija-flor-abelha, com pouco menos de 6 cm e aproximadamente 2 gramas, vive em Cuba.
No Brasil, há espécies menores, como o topetinho-vermelho, e maiores, como o beija-flor-tesoura, que chega a 19 cm. Além da habilidade de voar para trás e pairar no ar, algumas espécies batem as asas até 80 vezes por segundo.
Coloração e anatomia
O brilho das penas do beija-flor não vem de pigmentos, mas de um fenômeno chamado iridescência, comum quando há mudança de ângulo de luz, umidade e posição de quem observa.
Diferença entre epiceno, sobrecomum e comum de dois gêneros
Os substantivos epicenos (animais, artigo fixo, sexo com “macho” ou “fêmea”) diferem dos sobrecomuns, que se referem sempre a pessoas (exemplo: a criança, o indivíduo, sem variação de artigo), e dos comuns de dois gêneros, caracterizados pela variação do artigo (o artista, a artista), conforme gênero da pessoa nomeada.
Por que seguir a norma gramatical faz diferença?
O respeito à norma culta em comunicações formais transmite clareza, evita dúvidas em concursos, redações e registros oficiais, além de valorizar o idioma.
Adotar o padrão masculino em “o beija-flor” previne a incidência de penalizações em contextos acadêmicos e institucionais.
O conhecimento dessa regra também contribui para que educadores, profissionais da escrita e estudantes mantenham a consistência gramatical, mesmo quando a cultura popular propaga formas alternativas como “a beija-flor”.
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