O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestade para várias regiões do Brasil, prevendo ciclone bomba com ventos de até 110 km/h, granizo e chuvas intensas a partir de 6 de agosto de 2026, principalmente nos estados do Sul e Sudeste.
A formação do fenômeno se intensifica entre quinta (6) e sábado (8), trazendo riscos para áreas como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com diferentes níveis de alerta e possibilidade de danos estruturais, alagamentos e ressaca no litoral.
Confira neste conteúdo o cronograma do evento, previsão para cada estado, o significado das cores de alerta, os principais impactos esperados, quem deve redobrar atenção, medidas práticas para proteção e como acompanhar os alertas oficiais.
O que é ciclone bomba e como ele se diferencia de outros fenômenos?
Ciclone bomba, tecnicamente chamado de ciclogênese explosiva ou bombogênese, é quando um sistema de baixa pressão atmosférica tem queda de ao menos 24 milibares em 24 horas. Essa intensificação súbita gera ventos fortes, chuva e ambiente instável.
Diferentemente de furacões, não há olho do ciclone, e sua força é mais sentida pelas rajadas e temporal. Tornados são ainda mais localizados e breves, enquanto ciclones extratropicais não implicam obrigatoriamente queda de pressão tão intensa quanto o ciclone bomba.
Quando vai ocorrer o ciclone bomba no Brasil?
A formação começou às 9h desta quinta-feira (6 de agosto), ganha força entre o litoral do Uruguai e o Rio Grande do Sul durante a sexta-feira (7) e chega ao auge entre sábado e domingo (8 e 9 de agosto).
O acompanhamento das fases deve ser diário, pois o Inmet atualiza os alertas conforme a evolução do sistema sobre o oceano e sua aproximação do continente.
Previsão e alertas por estado: quais regiões devem ser mais afetadas?
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a formação e intensificação do ciclone ocorre principalmente no litoral, com previsão de rajadas de vento acima de 60 km/h e possibilidade de granizo entre quinta e sábado.
O alerta inclui risco para cidades da faixa litorânea e sul do estado, onde as recomendações são reforçadas para evitar áreas de orla e seguir orientações da Defesa Civil local.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Santa Catarina
Santa Catarina entra em atenção máxima para ventos acima de 60 km/h e pancadas de chuva, especialmente nas regiões Sul, Meio-Oeste e no litoral, entre sexta e sábado. Granizo pode ocorrer nas áreas próximas à divisa com o Rio Grande do Sul e Oeste catarinense.
Paraná
No Paraná, os 399 municípios estão sob alerta do Inmet a partir de quarta-feira (5), inicialmente em alerta amarelo para chuva de até 50 mm/dia e ventos de 40 a 60 km/h, evoluindo para alerta laranja principalmente na metade sul e oeste do estado, com ventos entre 60 e 100 km/h e possível granizo na quinta (6) e na sexta (7), e risco de vendavais principalmente na faixa leste no sábado.
São Paulo
No litoral de São Paulo, rajadas podem atingir de 90 a 110 km/h na sexta-feira (7), especialmente nas cidades costeiras. O interior paulista, como Campinas e Ribeirão Preto, deve registrar ventos entre 71 e 90 km/h. O alerta é de atenção para ressaca no litoral, quedas de árvores, destelhamentos e impactos no trânsito urbano e rodoviário.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, especialmente nas áreas litorâneas, o risco maior ocorre na sexta (7), com ventos previstos entre 90 e 110 km/h, chuvas intensas em pontos isolados e possibilidade de ressaca marítima. O Inmet recomenda mobilização da Defesa Civil.
Minas Gerais
Norte do estado terá chuvas menos intensas, mas a região Sul e cidades próximas a São Paulo podem enfrentar ventos de 71 a 90 km/h e possíveis temporais.
O que significam os níveis de alerta do Inmet?
O alerta amarelo indica risco inicial com chuva de até 50 mm/dia e ventos de 40 a 60 km/h, além de chance de granizo; o alerta laranja aponta perigo com chuvas de até 100 mm/dia e ventos de 60 a 100 km/h; o alerta vermelho representa grande perigo, possibilidade de danos severos e necessidade de medidas emergenciais, podendo ser atualizado caso a intensidade aumente conforme evolução do fenômeno.
Principais impactos esperados com o ciclone bomba
Entre os principais impactos estão destelhamentos, quedas de árvores, danos em edificações, interrupções no fornecimento de luz, alagamentos, deslizamentos em encostas, queda de temperatura e riscos à navegação e ao banho de mar devido à ressaca no litoral, principalmente no Sul e Sudeste. Granizo pode prejudicar lavouras e plantações, principalmente no interior do Brasil.
O que fazer para se proteger antes, durante e depois do ciclone?
- Afastar-se de janelas, portas de vidro e fachadas expostas ao vento.
- Evitar abrigo sob árvores e postes; recolher objetos soltos de quintais e varandas.
- Não tentar remover galhos ou fios caídos durante a tempestade.
- Em caso de inundação ou risco em encostas, procure abrigo elevado e seguro.
- Prepare um kit básico com lanterna, celular carregado, água, documentos e medicamentos essenciais.
- Evite deslocamentos desnecessários; se possível, permaneça abrigado e informe-se pelos canais oficiais.
- Telefones de emergência: Defesa Civil – 199, Corpo de Bombeiros – 193.
Grupos e áreas que exigem atenção extra durante o ciclone bomba
Populações em áreas de encostas ou margens de rio, idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida e residentes da zona rural devem redobrar o cuidado. Agricultores podem ter prejuízos com o granizo, e pescadores ou banhistas do litoral devem respeitar avisos da Marinha e evitar a orla.
Como acompanhar e receber alertas em tempo real
- Acesse a página oficial do Inmet para consultar os avisos atualizados por município.
- Baixe o aplicativo do Inmet para Android ou iOS e ative notificações na sua localização.
- Siga as Defesas Civis estaduais no WhatsApp e redes sociais oficiais para receber alertas e recomendações diretas.
- Em caso de dúvida, consulte também o portal do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil para orientações adicionais.
Ciclones bomba: frequência no inverno e exemplos históricos
Ciclones bomba são mais comuns no Sul do Brasil durante o inverno devido à interação de massas de ar frias e quentes.
O evento de 2020, por exemplo, deixou pelo menos 10 mortos e centenas de desalojados em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, destacando os riscos principalmente para zonas urbanas e rurais dessas regiões. O acompanhamento meteorológico contínuo é essencial para reduzir danos em episódios semelhantes.
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