Nesta segunda-feira (10), a Receita Federal encerra o prazo para que contribuintes com pendências regularizem sua situação e garantam a inclusão no último lote de restituição do ano, que será pago em 31 de agosto.
Quem perder esse prazo poderá ter que esperar vários meses por um novo lote residual. Por isso, compreender a importância de tomar as providências necessárias ainda hoje é fundamental para não ficar de fora desta rodada de pagamentos.
O que é a malha fina e como funciona a restituição de 31 de agosto?
A chamada “malha fina” é o processo de verificação automática que a Receita Federal utiliza para cruzar as informações declaradas pelo contribuinte com os dados enviados por empresas, bancos, planos de saúde e outras fontes pagadoras.
Quando essas informações não conferem, a Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) fica retida até que a divergência seja esclarecida.
O quarto e último lote de restituição de 2026 contempla quem entregou a declaração com atraso, caiu na malha fina ou apresenta alguma inconsistência cadastral, como problemas na chave Pix informada para o recebimento do valor — desde que o contribuinte regularize a situação ainda hoje.
Como verificar se a declaração está na malha fina
O primeiro passo é acessar o Centro de Atendimento Virtual (e-CAC) ou a área “Meu Imposto de Renda“, disponíveis tanto no site quanto no aplicativo da Receita Federal.
Dentro desses canais, o serviço “Extrato de Processamento da DIRPF” mostra em que estágio está a declaração: se foi processada normalmente, se está retida em malha ou se existe alguma pendência específica impedindo a liberação da restituição.
O próprio sistema costuma indicar a natureza da divergência encontrada, o que já orienta o contribuinte sobre os próximos passos.
Passos para regularizar pendências até o prazo
Identificada a pendência, o contribuinte precisa agir rapidamente. Se o problema for um erro ou omissão nos dados informados, é possível enviar uma declaração retificadora, desde que a Receita Federal ainda não tenha aberto um procedimento formal.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Caso a declaração esteja correta, o caminho é manter os comprovantes organizados e aguardar por uma eventual notificação para apresentação de documentos.
Em situações mais complexas, buscar um contador pode acelerar a resolução e evitar novos erros.
Documentos necessários para retificar a declaração
Para corrigir a declaração original, é preciso manter o mesmo modelo de tributação escolhido inicialmente, seja simplificado ou completo. Além disso, é necessário informar o número do recibo da declaração anterior transmitida à Receita Federal.
A correção deve se limitar aos pontos que geraram a inconsistência, sem alterar informações que já estavam certas.
Entre os documentos mais exigidos para retificar a declaração estão:
- Informes de rendimentos fornecidos por empresas, bancos e outras fontes pagadoras;
- Recibos e notas fiscais de despesas médicas e odontológicas;
- Comprovantes de despesas com educação;
- Documentos que comprovem o vínculo com dependentes informados na declaração;
- Extratos de previdência privada;
- Comprovantes de despesas com plano de saúde;
- Recibo de entrega da declaração original, com o respectivo número.
O que acontece com quem não regulariza a tempo
Quem não resolver a pendência até hoje não fica automaticamente sem receber a restituição, mas perde a chance de entrar no lote de 31 de agosto.
A tendência é que o valor só seja liberado em lotes residuais futuros, o que pode levar meses. Além disso, se a retificação resultar em imposto a pagar, incidem juros e multa de mora sobre o valor devido.
Como acompanhar o status da restituição?

O acompanhamento pode ser feito de duas formas: pelo site ou pelo aplicativo da Receita Federal. Veja o passo a passo para consultar pelo aplicativo:
- Baixar o aplicativo da Receita Federal (disponível para Android e iOS);
- Fazer login com CPF e senha cadastrados no gov.br;
- Selecionar o ano da declaração desejada (2026);
- Acessar a opção “Extrato da DIRPF”;
- Verificar se você receberá ou não o pagamento e em que data.
A consulta costuma ser liberada uma semana antes da data do pagamento, ou seja, ainda não está disponível.
Dicas para não cair na malha fina nos próximos anos
Para reduzir o risco de retenção em anos futuros, vale conferir com atenção os informes de rendimentos antes de preencher a declaração.
Também é importante declarar todos os valores recebidos, incluindo os isentos, além de guardar recibos e laudos de despesas médicas.
Evitar que o mesmo dependente apareça em mais de uma declaração e revisar os dados bancários e a chave Pix cadastrada também ajuda a evitar atrasos no recebimento da restituição.
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